terça-feira, 12 de agosto de 2014

Saudade e Distância

Não podiam se tocar. Eram apenas duas vozes, duas telas de um monitor, caracteres perdidos em uma conversa. Conversa que se repetia quase que ciclicamente. Pensar que tais brigas não aconteceriam se a distância inexistisse já era ineficaz. A grande dor resumia-se na impossibilidade de encerrar tudo aquilo com um abraço, um beijo, uma transa de reconciliação. O desfecho mais bonito seria encerrar aquela ligação com um simples “Desculpa, eu te amo”, e nada mais. E, com o passar do tempo, aquilo parecia cada vez menos eficiente. Cada vez mais insuficiente.
(sent to you on 20.12.2013)

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