Não podiam se tocar. Eram apenas duas
vozes, duas telas de um monitor, caracteres perdidos em uma conversa. Conversa
que se repetia quase que ciclicamente. Pensar que tais brigas não aconteceriam
se a distância inexistisse já era ineficaz. A grande dor resumia-se na impossibilidade
de encerrar tudo aquilo com um abraço, um beijo, uma transa de reconciliação. O
desfecho mais bonito seria encerrar aquela ligação com um simples “Desculpa, eu
te amo”, e nada mais. E, com o passar do tempo, aquilo parecia cada vez menos
eficiente. Cada vez mais insuficiente.
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20.12.2013)
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